CRM 6.Três é Disponibilizado Em 06/2018

30 Apr 2019 22:03
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<h1>Criancinha De 11 Anos Viraliza Com Reportagens De Brincadeira Pra Denunciar Problemas Da Periferia</h1>

<p>Seguramos a divulga&ccedil;&atilde;o desta hist&oacute;ria por muito tempo: uma chinesa que trabalha como assistente do &quot;Die Zeit&quot; est&aacute; detida h&aacute; mais de doze semanas. N&atilde;o quer&iacute;amos complicar os esfor&ccedil;os diplom&aacute;ticos que est&atilde;o sendo feitos pra conseguir sua liberta&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, como eles ainda n&atilde;o renderam nenhum efeito, Tenho Direito A Proveitos E Previd&ecirc;ncia? que &eacute; preciso levar a p&uacute;blico sem demora o que aconteceu com nossa amigo Zhang Miao.</p>

<p>Angela K&ouml;ckritz, nossa similar em Pequim, n&atilde;o est&aacute; mais na China. Por esta postagem, ela descreve seus contatos com autoridades chinesas. Vi minha amiga e assistente Zhang Miao na &uacute;ltima vez h&aacute; tr&ecirc;s meses, no dia 1&ordm; de outubro de 2014. Eram 9h quando ela bateu na porta de meu quarto de hotel em Hong Kong. Eu ainda estava de pijama. T&iacute;nhamos estado pela rodovia at&eacute; tarde da noite, fazendo uma reportagem a respeito de os protestos do movimento Occupy Central. Como Trazer Pessoas E Ocupar F&atilde;s Pro Teu EcommerceEcommerce De Sucesso , por&eacute;m eu queria permanecer mais em Hong Kong.</p>

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<p>Nos abra&ccedil;amos. &quot;Cuide-se&quot;, falei. Desde ent&atilde;o, Miao sumiu. Em meus quatro anos como igual, houve diversas ocasi&otilde;es em que tive que escrever a respeito de justi&ccedil;a e injusti&ccedil;a na China. Assisti a coletivas de imprensa em que funcion&aacute;rios governamentais nos disseram que a China &eacute; um povo regido pelo estado de correto, ou o que &eacute; famoso nos c&iacute;rculos especializados como um Rechtsstaat.</p>

<p>Conversei com agricultores cujas terras foram desapropriadas, que procuraram repara&ccedil;&atilde;o contudo n&atilde;o a conseguiram e, em vez disso, foram espancados e levados a um centro de deten&ccedil;&atilde;o irregular por terem aparentemente fomentado agita&ccedil;&atilde;o. Descubra Como Usar As M&iacute;dias sociais A favor Do Seu Escrit&oacute;rio De Advocacia dos direitos civis que, com infinita tenacidade, lutam pra converter a China naquilo que ela faz de conta que &eacute;: um estado pautado no estado de justo. Visitei dissidentes que foram intimidados e deste jeito, um dia, sumiram. Folheando meu caderninho de telefones, vejo os nomes de v&aacute;rios que simplesmente desapareceram. Wagner P. Rodrigues mencionei isso a um famoso chin&ecirc;s, ele deu de ombros.</p>

<p>Falou que este tipo de coisa ocorre com dissidentes, por&eacute;m n&atilde;o com pessoas comuns. Mesmo desta maneira, depois de uma s&eacute;rie de circunst&acirc;ncias desalegres, at&eacute; a pessoa mais inofensivo poder&aacute; ter problemas com o sistema de justi&ccedil;a e o aparato de seguran&ccedil;a. &Eacute; como o c&acirc;ncer: o mundo todo pensa que n&atilde;o vai ter. S&atilde;o sempre outras pessoas que s&atilde;o postas na pris&atilde;o.</p>

<p>Desta vez aconteceu com Miao. E, dessa forma, comigo tamb&eacute;m. Eu imediatamente sabia que as leis na China s&atilde;o v&aacute;lidas apenas no momento em que atendem aos interesses do governo. Por&eacute;m vivenciar isso em primeira m&atilde;o &eacute; alguma coisa totalmente diferenciado. Miao tem quarenta anos, e eu a conhe&ccedil;o h&aacute; 6 anos. Ela viveu na Alemanha por bastante tempo.</p>

<ul>

<li>Fique concentrado &agrave;s novidades</li>

<li>Exercitar um processo participativo de organiza&ccedil;&atilde;o coletiva</li>

<li>Seja constante</li>

<li>dois Pessoal N&atilde;o-docente</li>

</ul>

<p>Tinha autoriza&ccedil;&atilde;o de moradia na Alemanha. Em Hamburgo, ela foi minha professora de chin&ecirc;s. Viramos amigas. No momento em que ela retornou a Pequim, dois anos atr&aacute;s, come&ccedil;ou a trabalhar pela sucursal do &quot;Die Zeit&quot;. O regresso n&atilde;o foi descomplicado para ela. Muita coisa neste momento lhe parecia estranha, e ela tinha se distanciado de alguns de seus antigos amigos. No entanto n&atilde;o demorou a fazer novos amigos na col&ocirc;nia de artistas de Songzhuang, onde ela mora, perto de Pequim. Miao e eu viaj&aacute;vamos com regularidade a servi&ccedil;o do jornal.</p>

<p>Neste momento t&iacute;nhamos passado por bastante coisa juntas. N&oacute;s duas e nosso fot&oacute;grafo &agrave;s vezes diz&iacute;amos, brincando, que &eacute;ramos &quot;san jian ke&quot; -os 3 Mosqueteiros. Miao e eu voamos a Hong Kong em vinte e quatro de setembro de 2014. T&iacute;nhamos acompanhado as mudan&ccedil;as nos protestos. No domingo, 28 de setembro, a pol&iacute;cia disparou g&aacute;s lacrimog&ecirc;neo pela primeira vez.</p>

<p>Conturbados com a not&iacute;cia do exerc&iacute;cio de g&aacute;s lacrimog&ecirc;neo na pol&iacute;cia, os moradores de Hong Kong sa&iacute;ram &agrave;s ruas. As multid&otilde;es cresciam a cada minuto que passava. A via expressa, as ruas, as travessias de pedestres e as pontes, todas estavam lotadas de gente. Ningu&eacute;m poderia ter sonhado que haveria tantas pessoas. Naquela noite, algumas pessoas -incluindo Miao-acharam que Pequim colocaria tanques nas ruas. Miao n&atilde;o parava de abanar a cabe&ccedil;a, n&atilde;o conseguindo confiar. Miao era aluna da universidade prim&aacute;ria em 1989, quando estudantes fizeram manifesta&ccedil;&otilde;es na pra&ccedil;a Tienanmen, em Pequim. Ela vivia perto da pra&ccedil;a e com frequ&ecirc;ncia levava &aacute;gua aos manifestantes.</p>

<p>Na noite de tr&ecirc;s de junho, quando os tanques come&ccedil;aram a avan&ccedil;ar, passaram ao lado do pr&eacute;dio dela. &Eacute; poss&iacute;vel olhar buracos de balas nas paredes externas do edif&iacute;cio at&eacute; hoje. Contudo naquela noite em Hong Kong os tanques n&atilde;o vieram. Tampouco na noite seguinte ou na noite depois dela.</p>

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